Agenda BH: os shows do fim de semana de 2 a 4 de outubro
O fim de semana em Belo Horizonte tem uma variável que não aparece em nenhum cartaz: domingo é dia de eleição. A votação do primeiro turno acontece em 4 de outubro, das 8h às 17h, e o governo de Minas decidiu não criar regra para proibir a venda, a distribuição ou o fornecimento de álcool no dia do pleito. O estado não adota a medida desde 2022, e a decisão foi mantida também nas eleições municipais de 2024. Na prática, o domingo perde o freio que costumava esvaziar bares nessa data, e a agenda se organiza de outro jeito: o sábado concentra a oferta grande, começa ao meio-dia e vai até a madrugada, enquanto o domingo fica com quem souber ler o movimento depois da urna.
Um detalhe prático antes de comprar ingresso. A casa de shows da Av. Nossa Senhora do Carmo, que operou por dois anos como BeFly Hall, voltou a se chamar Arena Hall, e o Minascentro também deixou de usar a marca BeFly. Alguns sites de venda ainda mostram os nomes antigos, mas os endereços são os mesmos.
Sexta (2): rock de repertório no Centro
A sexta fica por conta do AC/DC UK, banda inglesa de tributo ao AC/DC que apresenta um show de quase duas horas com os sucessos do grupo, como "Back in Black", "Highway to Hell" e "Thunderstruck". A apresentação é no Minascentro, na Av. Augusto de Lima, 785, no Centro, a partir das 21h30. É o tipo de atração que vende pela relação do público com o repertório, e não pelo nome de quem está no palco, uma lógica que qualquer casa que trabalha com banda de tributo conhece bem. Ingressos na Sympla.
Sábado (3): doze horas de grade
O sábado começa cedo. A Oktoberfest Beagá abre às 12h e vai até as 23h na Nova Serraria, na Av. Assis Chateaubriand, 809, com 20 cervejarias mineiras e mais de 40 rótulos artesanais. O Biquini é a atração principal, e a programação ainda tem Cash, Viral, Velotrol, 100% Charlie Brown e o DJ Pablo Catão. Quem for com traje típico ganha um chope na entrada. Ingressos na Sympla.
A partir das 14h, o Parque Municipal, na Av. Afonso Pena, 1.377, recebe o Soul Circus Park, projeto do New Generation Blues Project voltado a revelar novos nomes do blues e do rock. Nesta edição, sobem ao palco os jovens Enzo Nunes, Bruno Lobato e André Mellosoul, acompanhados por músicos profissionais, numa programação que mistura shows e atrações circenses. Há cota de ingressos gratuitos e pagos na Sympla.
Às 17h, Sérgio Pererê faz show gratuito no Quilombo Irmandade Os Carolinos, na Rua Amiro Rodrigues Campos, 276, no bairro Aparecida. O repertório passa pelos álbuns "Canção de Outono", "Cada Um" e "Pedrinha" e tem como fio condutor a relação do artista com o Reinado, o Congado e as irmandades mineiras. otempo
À noite, a agenda se divide entre dois públicos bem diferentes. Às 20h, Ricardo Ulpiano apresenta "Mezcla" no Teatro Marília, show que celebra seus 28 anos de carreira e marca a volta aos palcos depois de um período dedicado à produção e à direção musical. O repertório reúne composições de 2002 a 2026, passa por congado, rock e samba e tem participação do filho, Ravi Cappuccio. Ingressos na Sympla.
O fechamento do sábado é do Capital Inicial, que traz a turnê "Música Urbana" ao Arena Hall, na Av. Nossa Senhora do Carmo, 230, na Savassi, com show às 22h e portões abertos a partir das 20h. A turnê marca a volta da banda ao formato totalmente elétrico depois do ciclo acústico e mistura sucessos da carreira com faixas do EP "Movimento", de 2025. O nome vem da música lançada em 1986, inspirada no show de 1984 em que Capital Inicial, Legião Urbana e Plebe Rude tocaram no Colégio Alvorada, em Brasília. Ingressos na Sympla.
Domingo (4): samba depois da urna
O domingo tem agenda mais curta e lógica própria. A partir das 14h, Fernando Bento e a Patota de Cosme comandam o Samba de Boa na Praça, no Bar Quermesse, na Praça Tiradentes (Av. Brasil, 1.348, Funcionários). A programação segue pela tarde e foi pensada como opção para relaxar depois da votação. A entrada é gratuita, com ingresso pela Sympla.
O que fica para quem contrata
Somadas, as três datas mostram como a cidade distribui público. O sábado concentra a oferta grande e começa ao meio-dia, o que significa que boa parte de quem sai de casa neste fim de semana já terá gastado tempo e dinheiro antes de a noite começar. O domingo é o ponto menos explorado da agenda: sem restrição à venda de bebida e com a cidade em movimento por causa da votação, quem programa música para o fim da tarde disputa um público que já está na rua, numa grade bem mais enxuta que a do sábado.




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