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A conta que o dono de bar não faz: quanto vale a segunda rodada


Em novembro, 40% dos bares e restaurantes do país operaram com lucro. Outros 40% fecharam no equilíbrio e 19% no prejuízo. Os dados são da pesquisa nacional da Abrasel.


Leia de novo. Oito em cada dez casas trabalharam o mês inteiro para pagar conta.


Quem está nessa faixa costuma procurar o erro no cardápio, no preço do chope, no custo do garçom. Quase nunca olha para o lugar certo.


O problema não é fluxo. É permanência.


A casa enche às 21h. Às 23h, esvazia.


O cliente consumiu uma rodada, dividiu uma porção e foi embora. O fluxo foi bom. O ticket médio, não.


Ninguém sai de um bar cheio porque o bar está ruim. Sai porque não tem motivo para ficar.


A atração é o motivo. Não porque ela traz gente de fora — na maioria das casas de bairro, não traz. Ela segura quem já está dentro.


Cada 40 minutos a mais de permanência é uma rodada a mais por mesa. Multiplique isso pelo número de mesas de uma sexta. Essa é a diferença entre o lucro e o zero a zero.


Curadoria não é gosto pessoal


O erro mais caro do setor é escolher atração pelo que o dono gosta de ouvir.


O critério não é esse. O critério é o perfil de quem senta na sua mesa.


Público de happy hour corporativo não responde ao mesmo repertório de um sábado à noite. Casa de 60 lugares não comporta a mesma formação de uma de 200. Volume errado esvazia mesa mais rápido que preço alto.


Curadoria é ler a casa antes de contratar. Repertório, formato, volume e horário são decisões de negócio.


Amadorismo tem preço fixo


Banda que chega em cima da hora. Passagem de som atropelando o jantar. Microfone chiando na primeira música.


O custo disso não aparece na nota fiscal do dia. Aparece no cliente que não volta na sexta seguinte.


Retenção de público se constrói na repetição. Uma noite ruim apaga três boas.


Contratar direto com o artista parece mais barato. Sai caro quando não existe contrato, rider definido nem alguém responsável se der problema.


O que muda com uma agência


A Nossa Agência não vende show avulso. Vende previsibilidade: artista certo para o perfil da casa, entrega técnica definida em contrato e alguém do outro lado da linha quando algo sai do plano.


Se a sua casa está no grupo dos 40% que fecham o mês no zero a zero, o próximo passo não é cortar custo. É aumentar o tempo que o cliente fica sentado.



 
 
 

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